Paula Almeida Clinic
Dúvida frequente

Quais são os tipos de bioestimulador de colágeno?

Os bioestimuladores injetáveis de uso estético se dividem principalmente em três substâncias: o ácido poli-L-láctico, a hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona. Todas provocam uma resposta controlada do organismo que leva à produção de colágeno, mas diferem na apresentação, no efeito imediato e no tempo de reabsorção. A hidroxiapatita de cálcio e a policaprolactona vêm suspensas em um gel que dá algum volume logo após a aplicação, enquanto no ácido poli-L-láctico o volume do primeiro dia vem da água da diluição e desaparece em poucos dias. O critério de escolha é a região, a espessura da pele e o objetivo do plano, e não a fama do produto. Em qualquer caso, o produto precisa ter registro na Anvisa.

As três substâncias

Ácido poli-L-láctico: é um polímero sintético biocompatível e reabsorvível, apresentado em pó que é diluído antes da aplicação. O efeito é gradual, costuma pedir mais de uma sessão e se constrói ao longo de meses.

Hidroxiapatita de cálcio: são microesferas de um mineral semelhante ao que existe naturalmente em ossos e dentes, suspensas em gel. O gel dá volume no momento da aplicação e é reabsorvido; as microesferas permanecem por mais tempo como estímulo ao colágeno. Também pode ser usada diluída, quando o objetivo é qualidade de pele e não volume.

Policaprolactona: também são microesferas em gel, de um polímero reabsorvível. As formulações variam no tempo de reabsorção.

O que define a escolha

A região tratada pesa primeiro. Áreas de pele fina e com muito movimento pedem cuidado especial com a profundidade e com a substância, e algumas formulações não são indicadas para determinadas regiões.

O objetivo também muda a escolha. Quem precisa de um pouco de sustentação imediata além do estímulo pode se beneficiar de uma substância em gel; quem busca melhora difusa de firmeza, sem mudança de volume, pode ser atendida por um protocolo gradual.

Nenhum deles é dissolvido pela hialuronidase, enzima que age só sobre o ácido hialurônico. Por isso a indicação e a técnica pedem atenção redobrada, e eventuais nódulos têm manejo diferente do adotado no preenchimento.

Bioestimulador não é preenchedor permanente

As substâncias citadas aqui são reabsorvíveis: o organismo elimina o produto com o tempo, e o que fica é o colágeno produzido em resposta. Isso as diferencia de materiais permanentes, que não são reabsorvidos.

Na consulta, vale perguntar qual substância será usada e por quê, e pedir para ver a embalagem com o número de registro. É uma pergunta legítima e deve ter resposta clara.

Conteúdo sob responsabilidade técnica de Dra. Paula Almeida, CRO-RJ 49390. Atualizado em . Este texto é informativo e não substitui a avaliação presencial.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Todo bioestimulador dá volume na hora?

Não. Os que vêm suspensos em gel dão algum volume imediato; o ácido poli-L-láctico não, e a mudança de contorno vem do colágeno produzido ao longo dos meses.

Posso escolher qual substância quero?

Pode trazer a preferência para a consulta, e ela é discutida. A indicação final considera a região e o objetivo, e se a substância desejada não for adequada ao seu caso, isso é explicado.

Bioestimulador tem registro na Anvisa?

Os produtos comercializados regularmente no Brasil têm, e o número consta na embalagem. Vale pedir para vê-la antes da aplicação.

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