Restauração de resina ou de porcelana?
O critério que decide é quanto de dente foi perdido: perdas pequenas e médias costumam ser resolvidas com resina composta, e perdas extensas podem pedir uma peça de porcelana. A resina é aplicada direto no dente, em camadas, e endurecida com luz, em geral numa única consulta e com o mínimo de desgaste. A porcelana, ou cerâmica, é confeccionada fora da boca a partir de um molde ou escaneamento e depois cimentada, o que costuma exigir mais de uma etapa. A cerâmica tende a conservar cor e brilho por mais tempo, enquanto a resina tem a vantagem de poder ser reparada e ajustada no próprio consultório. Preservar a estrutura sadia é o princípio que orienta a escolha.
Onde a resina é a resposta
Cárie de tamanho pequeno ou médio, canto fraturado, desgaste localizado e correção de forma em dente da frente são as indicações típicas. O material é aplicado só onde falta, e o restante do dente fica intacto.
A resina permite ajuste fino de cor e de forma durante a própria consulta, e aceita reparo pontual se lascar com o tempo, sem que seja preciso refazer tudo.
Como qualquer material, ela sofre desgaste e pode pigmentar ao longo dos anos, num ritmo que varia conforme alimentação, higiene e hábitos como ranger os dentes. Polimento e revisão periódica fazem parte da manutenção.
Quando a porcelana entra na conversa
Quando a perda é grande, envolvendo as cúspides ou boa parte da coroa, a restauração direta fica mais exposta à força da mastigação. Nesses casos, a avaliação compara a resina direta com uma peça confeccionada fora da boca. Os estudos não mostram vantagem clara de durabilidade de uma sobre a outra, e a escolha considera estética, desgaste necessário, hábitos e o dente em questão.
A contrapartida é o preparo. Para receber a peça, o dente costuma precisar de um desgaste com formato definido, e essa é uma decisão sem volta.
Se a avaliação concluir que o seu caso pede cerâmica, isso é dito na consulta, com o motivo e as alternativas que existirem.
Conteúdo sob responsabilidade técnica de Dra. Paula Almeida, CRO-RJ 49390. Atualizado em . Este texto é informativo e não substitui a avaliação presencial.
Dúvidas comuns
A resina escurece com o tempo?
Pode pigmentar aos poucos, sobretudo com café, vinho e cigarro. Polimento periódico ajuda, e a troca só é indicada quando a diferença de cor ou o desgaste justificam.
Porcelana pode quebrar?
Pode, como qualquer material. É rígida e resiste bem ao desgaste, mas sofre com impacto e com o ranger dos dentes, e quem tem bruxismo recebe orientação de proteção.
Dá para trocar uma restauração antiga de amálgama por resina?
Dá, quando há motivo clínico ou estético, e a avaliação indica se a troca faz sentido. Restauração antiga bem adaptada e sem infiltração nem sempre precisa ser substituída.
