Como escolher quem vai fazer sua harmonização?
O primeiro critério é o único que dá para conferir sozinha: registro ativo no conselho profissional, com a especialidade anunciada aparecendo na consulta pública. Depois vem a avaliação, que precisa partir da sua queixa e terminar num plano explicado, e não num pacote pronto. O terceiro ponto é a transparência sobre o produto, com nome comercial e registro na Anvisa informados sem rodeio. Por fim, observe se o profissional diz o que não vai fazer e por quê: disposição para recusar uma indicação é um bom sinal.
O que dá para verificar antes de marcar
Registro no conselho, situação regular e especialidades registradas aparecem na consulta pública do CRO, ou do conselho da profissão de quem vai atender. É informação objetiva, mantida por terceiro, e leva poucos minutos para conferir.
Também vale saber quem, exatamente, vai executar o procedimento. Em clínica com vários profissionais, a pessoa que aparece na comunicação nem sempre é a que atende. O registro que importa é o de quem aplica.
Imagens de resultado ajudam pouco nessa etapa. São escolhidas por quem publica, e a norma odontológica restringe a forma como podem ser divulgadas justamente por induzirem expectativa.
O que observar na consulta
Uma avaliação séria começa ouvindo. Ela pergunta o que incomoda, levanta histórico de saúde e de procedimentos anteriores, examina o rosto em repouso e em movimento, e só então propõe algo.
Repare se a proposta conversa com a sua queixa. Se você chegou falando de olheira e saiu com um plano para cinco regiões, vale perguntar por que cada uma entrou.
Repare também no ritmo. Pressão para fechar no mesmo dia, urgência artificial para decidir na hora ou desconforto com perguntas sobre produto são sinais que pesam mais do que o ambiente do consultório.
O que costuma enganar
Número de seguidores e decoração não dizem nada sobre formação ou critério clínico. São fáceis de ver e, por isso, ganham peso maior do que merecem na decisão.
Promessa de resultado específico também engana. Resposta biológica varia de pessoa para pessoa, e o profissional que conhece essa variação fala em expectativa, não em certeza.
Conteúdo sob responsabilidade técnica de Dra. Paula Almeida, CRO-RJ 49390. Atualizado em . Este texto é informativo e não substitui a avaliação presencial.
Dúvidas comuns
Indicação de amiga é um bom critério?
É um ponto de partida, não um critério suficiente. O rosto da sua amiga e o seu pedem avaliações diferentes. Use a indicação para chegar ao nome e confira o registro antes de marcar.
Devo desconfiar de quem diz que não vou precisar de nada?
Não. Ouvir que um procedimento não é indicado, ou que não é o momento, costuma ser sinal de avaliação honesta. Indicação existe para ser feita ou recusada.
Faz diferença o profissional ser especialista?
O título registrado comprova um percurso formal de especialização. Não substitui a avaliação que você faz na consulta, mas é um dos poucos dados verificáveis antes dela.
